29 Julho 2009

Não existe mudança, inovação ou desenvolvimento sustentável sem design.

Bom dia internautas,

Gostaria de agradecer a todos as visitas, mesmo distante com poucos post o BLOG sempre bem visitado.

Obrigado.

As pessoas têm dificuldades para entender um significado amplo do que é design, mas elas entendem o resultado de um design bem feito, quando se trata de um produto. Ultimamente, o design tem sido usado como argumento de venda de carros, relógios e edifícios. Os anúncios veiculados na mídia usam o substantivo design quase como um adjetivo de impacto. Design, então, é entendido como sinônimo de arrojado, inovador ou tecnológico. A palavra design tomou conta da imaginação dos redatores publicitários e da necessidade do processo da inovação neste momento de mudanças econômicas.

O Random House Unabridged Dictionary marca a origem da palavra design entre 1350 e 1400, quando a matemática, a engenharia, a física, a poesia e o design haviam se misturado para a criação dos relógios mecânicos. Uma palavra surge quando falta algum significado mais preciso na comunicação das pessoas. A palavra design começa, portanto, a fazer sentido no início do Renascimento Europeu, quando as manifestações de design começam a ser percebidas como um diferencial possível na vida das pessoas e no comércio. Nessa época, o relojoeiro era um habilidoso praticante de várias disciplinas, mas não era percebido como um designer. A necessidade de alguém ser designado como designer aparece mais constantemente quando a Revolução Industrial faz com que um profissional especializado seja percebido como uma etapa do processo produtivo industrial. Costuma-se elaborar que o design surge no momento em que começa a existir um projeto definido para ser produzido em série, em que será exigido das máquinas a realização de funções repetitivas. Neste processo, uma entidade profissional projeta uma ideia e outro grupo executa a produção. Projetar e executar são tarefas diferentes, como acontecia na maturidade da Revolução Industrial.

Alguns administradores entendem o design como um assunto ligado à decoração ou à moda. Eles estão parcialmente certos, o design está comprometido com a estética. Outros executivos percebem que o design confere uma qualidade a um produto tecnológico. Também estão parcialmente certos, porque quando o design é bom, ele confere um selo de valor a um produto. Porém, design é muito mais do que objetos bem realizados. Design é um processo que qualquer ser humano consegue conjugar naturalmente. Ultimamente, eu tenho lido alguns artigos de especialistas em Branding ou Marketing que tentam separar a prática do Design dessas suas especialidades profissionais. Bobagem, porque eles também são designers. Todos nós somos. O design tem a idade do australopithecus, que se transformava em homo habilis, preocupado em aumentar seus parcos recursos, ainda muito distante do homo sapiens.

Como a prática do design sempre foi natural para o ser humano, as pessoas encontram dificuldade em entender os limites dessa habilidade. Na verdade, o primeiro entendimento veio através da filosofia. A palavra arte poderia substituir a palavra design se aquela (arte) tivesse sido mantida com a acepção grega pensada por Platão, uma habilidade para a execução de uma finalidade prática realizada de forma consciente, uma habilidade de materializar as aspirações humanas. Aristóteles imaginou um conjunto de procedimentos, através dos quais seria possível obter um resultado prático. Esses pensamentos envolvem uma capacidade natural do homem, uma intenção de aplicar essa habilidade e uma consciência prática que guia o processo. Quase exatamente como Herbert A. Simon imaginou o Design Thinking, quando estava criando as bases da Arquitetura do Conhecimento e da Inteligência Artificial.

Mas as palavras mudam, evoluem com a cultura. Estima-se que existam hoje 540 mil palavras na língua inglesa, cinco vezes mais que no tempo que Shakespeare foi capaz de escrever tantas obras de arte. As palavras tornam-se tangíveis proporcionalmente à sofisticação da mensagem e mudam de significado também. A palavra latina ars, artis indica uma habilidade natural ou adquirida que permite gerar ciência, ofício, instrução, conhecimento, profissão, destreza, perícia. Já a palavra artista surge quase um milhar de anos depois da palavra arte, no latim medieval, da mesma forma evolutiva como a palavra designer surgiu 300 anos depois da palavra design. Arte e design sempre estiveram completamente inseridos na vida humana, no dia-a-dia da evolução. Embora arte seja uma manifestação de design, as palavras ainda se confundem. Tanto o artista como o designer conseguem imaginar um futuro próximo com a existência da sua obra. Eles inventam, preveem a obra concluída e executam todas as tarefas necessárias para que ela exista, sozinhos ou com sua equipe de ajudantes. A palavra arte se descolou das tarefas diárias durante a Revolução Industrial, quando começa a ser praticada como uma manifestação superior ao comum, com um grau de excelência.

Se isso é verdade, se todos nós temos a capacidade natural de fazer design, por que o mundo material e as cidades são tão desagradáveis? Por que o interesse estético, embora seja biológico, está abaixo do interesse econômico? A maioria das empresas e dos governos não incluem o fator “bom design” no seu processo evolutivo, embora o design esteja lá em todos os seus departamentos, sendo praticado por designers profissionalmente amadores. Essa é a natureza humana, fazer da forma mais fácil e imediata. A necessidade gera a invenção, nem sempre a mais estética ou eficiente. Uma busca rápida na lista de inventores precoces da Revolução Industrial mostra que agricultores, relojoeiros, tecelões, barbeiros, músicos, párocos, matemáticos foram os primeiros empreendedores que acreditavam na mágica da transformação tecnológica. Ninguém tinha diploma de “inventor”, eram pessoas comuns, saídas do mundo real, que se transformaram nos protagonistas de uma revolução.

Vamos nos lembrar da primeira manifestação pública e oficial da maturidade da revolução industrial, na Grande Exposição de Londres, em 1851. Embora fosse plena de nobres intenções para “favorecer a integração entre a indústria e as artes através de uma colaboração capaz de compor o contraste entre organização industrial e criação artística”, o resultado entre os críticos foi contundente. Thomas Maldonado foi devastador ao afirmar que o desenho industrial sofreu um golpe de extremo mau gosto. As peças expostas somente contribuíram para mostrar o risco da degradação estética vigente através da produção industrial, com honrosas exceções. De lá para cá, pouca coisa mudou no mundo dos negócios. Os especialistas em design continuam sendo lembrados no final de um processo para criar um acabamento final mais agradável. Neste caso também com honrosas exceções.

Empresas poderosas como Toyota, IBM, Philips, BMW já acordaram e praticam o design thinking, o pensamento através do design, em toda a sua linha de negócios. A Samsung se transformou de uma empresa dominada pelos engenheiros para uma multinacional focada em design. A Procter & Gamble criou uma vice-presidência de Inovação e Design com o objetivo de disseminar o design thinking em toda a sua estrutura, não apenas nos seus produtos. Ninguém consegue imaginar a Apple sem o design em toda a sua cadeia executiva. O Google é uma empresa de design thinkers. Algumas empresas abriram um espaço nos seus boards para os designers. Essas empresas perceberam que a inovação é um processo multidisciplinar e que o design faz parte imprescindível dessa equipe. Como Herbert A. Simon percebeu, em 1969, que o design está diretamente relacionado com a transformação do presente para outra situação preferida, em qualquer área, em qualquer disciplina, principalmente nos negócios. Por isso, ele acabou conquistando o Prêmio Nobel de Economia.

Tudo que não é natural é artificial e uma manifestação de design. Portanto, caro leitor, lembre-se de que você está lendo esse texto por causa da capacidade humana de resolver problemas através do design. Tudo que estiver ao seu redor, e não for natureza, é uma ação tangível de design. Olhe em volta agora. É bem possível que, nesse preciso momento de observação, você seja o único representante da natureza na sua sala. Ou talvez você esteja acompanhado de outro humano, de uma planta ou de seu animal de estimação. Em outras palavras, não existiria escrita, imprensa, engenharia, cidades, artes, negócios ou marketing sem design. Não existiria desenvolvimento humano sem design, quanto mais desenvolvimento sustentável.

No mundo de hoje, no qual a convergência de disciplinas se torna vital para a inovação mais permanente, não faz sentido tentar colocar o design de lado de qualquer processo, já que ele está totalmente inserido na experiência humana. Design não é uma manifestação final de um processo mental. Design faz parte de todo o processo mental. Quanto mais as pessoas tiverem a consciência desse fato, mais valiosa será a transformação desejada. Nesse momento crítico de impasse econômico e de mudanças urgentes necessárias, o design consciente é absolutamente necessário para a invenção de um futuro diferente e melhor. Todos nós precisamos nos transformar.

Rique Nitzsche, design thinker há mais de 15 anos, professor de Design Estratégico e Planejamento Estratégico de Design na pós-graduação da ESPM e diretor de criação da AnimusO2.

24 Junho 2009

Campanha TRIP | PUBLICIDADE

Nova campanha da Trip Linhas Aéreas

Em sua nova campanha, com a assinatura “TRIP. Mais Destinos para Você”, a
TRIP Linhas Aéreas, líder da aviação regional, destaca a missão de encurtar
distâncias e reforça o fato de ser a companhia que atende o maior número de
cidades em todo o País, atingindo hoje a marca de 73 destinos.
Desenvolvida pela Leo Burnett, a campanha conta com filme publicitário,
trabalhado de forma criativa, que mostra, em câmera lenta, o encontro de
pessoas entre as nuvens. O grande destaque da campanha é a trilha sonora, em
ritmo de bossa nova, que traz o jingle “Eu quero voar” composto e interpretado
pelo cantor Seu Jorge. O filme de 30 segundos será veiculado em emissoras de
TV aberta, TVs por assinatura e rádio. Para rádio também existe versões de 45
segundos.

Além do filme, a campanha traz também peças para anúncios impressos em
revistas e jornais em mais de 15 praças de todo o País, além de mídias
exteriores, ações de varejo em todas as cidades onde a TRIP opera e ações
focadas no hotsite das tarifas ACHEI!. Para o ambiente web, foram criadas ainda
mais de 25 peças que serão veiculadas em 7 estados e 18 sites e portais
nacionais e regionais.

FICHA TÉCNICA - Filmes
Título: Eu quero Voar
Cliente: TRIP Linhas Aéreas
Produto: Institucional
Duração: 30”
Diretor de Criação: Ruy Lindenberg
Criação: Ruy Lindenberg / Alessandro Bernardo / João Caetano Brasil
Produtor RTV: Iracema Nogueira Lima / Celso Groba / Fernanda Moura / Camila
Aquino
Atendimento: Celina Freitas/Giovana Grasso/Rafael Oliveira
Aprovação cliente: José Mario Caprioli / Evaristo Mascarenhas de Paula / Cláudio
Albejante Gomes dos Santos
Produtora: Bossa Nova Films
Direção de cena: Willy Biondani
Atendimento: Priscila Miranda / Liliane Pulz
Diretor de Fotografia: Walter Carvalho
Produção: Equipe Bossa Nova Films
Pós Produção: Equipe Vetor Zero
Produtora de Som: A9
Produtor: Apollo
Cantor / Locutor: Seu Jorge
1ª veiculação: 23/06/2009

Já está no youtube, confiram:




Comercial TV também:




TRIP introduz Jatos na Aviação Regional Brasileira

Companhia completa 10 anos e anuncia a compra de cinco novos jatos Embraer 175. Primeira aeronave chega no início de 2009

São Paulo, 19 de junho de 2008. A TRIP Linhas Aéreas - controlada pelos Grupos Caprioli e Águia Branca – firma contrato com a Embraer para a compra de cinco jatos EMBRAER 175, que somam investimentos de US$ 167,5 milhões. O negócio – que faz parte do seu Plano de Expansão - garante à companhia a opção de aquisição de outras dez aeronaves.

Durante a análise da TRIP, o jato Embraer 175 apresentou vantagens em três aspectos fundamentais: melhor relação custo operacional versus conforto ao passageiro, seu desempenho em pistas curtas e sua capacidade de assentos (86). “O EMBRAER 175 foi escolhido pela TRIP após uma ampla avaliação técnica e econômica. A capacidade de assentos foi um critério decisivo, tendo em vista o fato de sermos uma empresa de aviação regional, o que significa que contamos com uma frota de aeronaves que devem ser adequadas ao nosso negócio”, afirma José Mário Caprioli, presidente da TRIP Linhas Aéreas.

“Temos orgulho de ter a TRIP Linhas Aéreas como a mais nova operadora da nossa família de E-Jets no Brasil”, afirma Frederico Fleury Curado, Diretor-Presidente da Embraer. “Temos certeza de que o desempenho de pista, conforto e economia operacional do moderno jato EMBRAER 175 contribuirão para a consolidação da malha aérea regional brasileira e o sucesso desta grande companhia aérea”, completa.

Os jatos EMBRAER 175 da TRIP serão configurados em classe única. A distância entre os assentos (pitch, em inglês) de 79 cm (31 polegadas) oferecerá aos 86 passageiros grande conforto para percorrer até 3.704 km (2.000 milhas náuticas) sem escalas. A entrega da primeira aeronave está prevista para início de 2009.

Nova Frota e Expansão

Os modelos vêm ampliar a frota que atua hoje com 18 aeronaves nos modelos ATR 42 e ATR 72. A aquisição de novas aeronaves faz parte do Plano de Expansão da TRIP, que pretende desenvolver a mais eficiente rede de transporte aéreo por meio da integração regional, solucionando necessidades de deslocamento e interligando regiões. Ou seja, a companhia atende ligações entre cidades com baixa e média densidade de tráfego, e pretende ampliar cada vez mais a capilaridade da malha aérea brasileira com maior freqüência de vôos e novas rotas. “Novas rotas ainda estão sendo estudadas, mas quatro destinos já estão previstos para serem contempladas: Salvador, Vitória da Conquista, São José dos Campos e Guarulhos. Nossa meta é chegar a 70 municípios até o final deste ano e a marca de 100 até 2010”, afirma Caprioli.

A TRIP é hoje a maior companhia aérea regional do País e também da América do Sul por atender o maior número de cidades e contar com a maior frota. Hoje a companhia realiza ligações entre 60 municípios, o que representa a malha aérea com maior distribuição no Brasil. Para se ter uma idéia, cerca de 50% das cidades atendidas só contam com operações aéreas da TRIP. A previsão é que chegue a cerca de 1 milhão de passageiros transportados no ano de 2008.

A ampliação e modernização da frota é uma meta rigorosa da TRIP. De 2006 até hoje, a empresa aumentou sua frota de 8 para 18 aeronaves, entre aquisições e a incorporação da Total Linhas Aéreas. Para este ano, estão chegando duas novas aeronaves ATRs 72, totalizando assim uma frota de 20 aeronaves até o final de 2008. A meta da empresa é incrementar de 55 para 71 a média de assentos oferecidos por aeronave até o final de 2010.

Outro importante investimento se deu na aquisição de peças, acessórios, motores, oficina, e ainda no treinamento do efetivo. A empresa está montando um novo Centro de Treinamento em Belo Horizonte, com investimentos da ordem de R$ 8 milhões, além de um Plano de Dirigentes para formação de talentos na área administrativa e comercial em parceria com a Fundação Dom Cabral.

Aviação regional

A Aviação regional tem grande potencial de crescimento no Brasil. Hoje representa 2% do tráfego de passageiros versus 25% na Europa e EUA. O conceito mundialmente aceito (RAA nos EUA e ERA na C.C.Européia) é de que empresas que operam aeronaves com capacidade de até 100 assentos são consideradas regionais.
De acordo com a legislação brasileira, não existe uma definição de Empresa Aérea Regional, sendo as empresas transportadoras de passageiros divididas apenas em Regulares e Não-Regulares (suplementares). Entretanto, a definição de empresa Regional é determinada exclusivamente por seu foco de atuação no mercado e, conseqüentemente, pelo equipamento utilizado.
Além da média de assentos, a Aviação Regional é ainda caracterizada pela realização de vôos e ligações entre cidades com baixa e média densidade de tráfego, bem como pelo recebimento de passageiros de cidades maiores por meio de alianças com companhias aéreas domésticas. Ou seja, os vôos regionais atuam como complementares, permitindo assim maior distribuição e capilaridade da malha aérea. Outra característica da aviação regional são as baixas freqüências diárias de vôos: 60% das rotas têm até duas freqüências diárias apenas.

06 Maio 2009

O caminho para o sucesso | ARTIGO

No mundo de hoje, o grande número de opções disponíveis para o cliente, e a similaridade entre produtos, cria um ambiente de competição acirrada. Em um ambiente assim, somente alcançarão o sucesso as empresas que oferecerem uma composição de produtos e serviços visando relacionamentos de longo prazo.

Em um mercado em constante mutação, é importante que os empresários entendam que precisam também mudar a maneira como se relacionam com o mercado. As pessoas mudaram o modo de comprar, mas nem todas mudaram o modo de vender.

Este tema revela o caminho a ser seguido para se diferenciar em um mercado cada vez mais competitivo, criando diferentes formas de abordagem, conquistando novos clientes e ampliando o nível de satisfação no atendimento.

Cada participante aprenderá a se preparar melhor para entender seu cliente, se comunicar melhor e vender mais. A compreensão do mercado, seu comportamento e o de seu cliente no processo de compra são elementos vitais para o sucesso de seu negócio. Este tema reúne os principais conceitos de marketing que devem ser observados por qualquer empresa de sucesso, além das armadilhas que podem levar o empresário a desviar o foco de onde deve estar realmente concentrado: seu cliente.

- Entendendo marketing e sua aplicação na empresa.
- Os concorrentes que você nunca imaginou.
- A importância do pensamento criativo e da intuição.
- Formando uma equipe de colaboradores que queiram colaborar
- O que muda no mercado e como acompanhar as mudanças.
- Evitando transformar seus produtos e serviços em commodity
- Aprendendo a ouvir seus clientes.
- Criando empatia e conquistando um relacionamento de longo prazo.
- Aprendendo a descobrir as necessidades do cliente.
- Descobrindo qual a visão do cliente.
- Serviços: Valor que não tem preço
- Pessoas: O coração da empresa
- Ousadia para mudar e fazer a diferença
- Relacionamentos, qualidade e ganho conjunto
- A qualificação como diferencial
- Transparência nas novas relações de trabalho
- Ética e comportamento profissional
- O líder que lidera pelo exemplo
- Assumindo a liderança das mudanças

Fonte: http://www.mariopersona.com.br/sucesso.html

4 P´s do marketing | ARTIGO

Vamos dar continuidade na nossa semana de MARKETING.

Vamos lá.
Os 4 ps, composto de marketing, marketing-mix ou mix de marketing, são fundamentais no desenvolvimento estratégico do marketing de uma empresa. Sem a análise e interação desses 4 pontos, torna-se impossível organizar, desenvolver e coordenar suas ações mercadológicas.

O Marketing Mix, pode ser definido como a combinação de elementos variáveis que compõe as atividades de Marketing. O conceito se baseia nos estudos de Neil Borden que usou este termo, pela primeira vez em 1949. Borden afirma em sua obra que o termo lhe veio à cabeça ao ler os estudos de outro autor de sua época (James Culliton), que chamava os executivos de liquidificadores (mixers), já que a sua função era a de materializarem receitas, seja misturando os ingredientes, mudando suas quantidades ou inventando novos elementos. A partir de então a expressão Marketing Mix (mistura de Marketing) ou Composto de Marketing, como é conhecida no Brasil, passou a ser a teoria mais aceita para efetivar atividades de Marketing.

Jerome McCarthy, professor da Universidade de Michigan, aprimorou a Teoria de Borden e definiu os 4 grandes grupos de atividades que representariam os ingredientes do composto e os separou em:

1. Product;

2. Price;

3. Promotion;

4. Place.

Atualmente, o composto de Marketing é conhecido internacionalmente como “Os 4 Ps do Marketing”. Por esse motivo, diversos países trataram de traduzir para o seu idioma, os 4 grupos, em palavras que mantivessem a grafia iniciada por “P”. Dessa forma, no Brasil as atividades passaram a ser: Produto, Preço, Promoção e Praça (ou Ponto-de-Venda).

Apesar das inúmeras tentativas de se incluírem mais P’s aos 4 originais, como por exemplo, Profit (lucro), People (pessoas), Public Relations (Relações Públicas), todas elas se mostraram infrutíferas, ficando claro que os 4 originais englobariam as demais. Dessa forma “Promotion” que em português pode induzir ao erro de ser entendido como Promoção de vendas, é o guarda chuva que engloba Propaganda, Relações Públicas, Trade, a própria Promoção de vendas e todas as demais atividades relacionadas.

Assim, os grandes nomes do Marketing, incluindo-se nessa relação Philip Kotler, a maior autoridade em Marketing da atualidade, ainda consideram a teoria original e mantém o composto de Marketing com “apenas” 4 Ps. Ele define o composto de Marketing como “o conjunto de ferramentas que a empresa usa para atingir seus objetivos de marketing no mercado alvo”.

Variável / Atividades

Produto: Diferentes tipos de Design, Características,Diferenciais com a concorrência.

Marca: Especificações, Política de Garantia, Embalagem.

Preço: Financiamentos, Condições de Pagamento, Prazo médio, Número de Prestações, Descontos, Crediário.

Promoção: Propaganda, Publicidade, Relações Públicas, Trade Marketing, Promoções.

Praça: Ponto-deVenda(Lojas), Canais de distribuição, Logística, Armazenamento, Distribuição.

05 Maio 2009

Vamos falar de MARKETING | ARTIGO

Galera, desculpem pelo atraso entre os post. Já dizia Cazuza " O tempo não para", nesse post vou abrir um assunto muito importante na comunicação MARKETING. Vamos saber o que é marketing, quais tipos, os pilares e quem faz markeing no mercado, fazer marketing não é simplesmente fazer um folder e sair distribuindo é muito mais que isso, conto com vocês para tornar esse post uma discussão sadia e valiosa.

O que é Marketing?

A tradução de marketing, para o português, é mercadologia , muito embora os dicionários Aurélio e Michaelis já contemplem o vocábulo marketing. A tradução, com a terminação "logia", reforça a idéia de que corresponde a um novo campo de estudos.

Muitos, muitos mesmo - é até cultural -, confundem marketing com propaganda. Marketing, definitivamente, não é propaganda, ou pelo menos, não só propaganda. Propaganda é somente uma sub-parte do marketing. E, para o marketing de serviços, a propaganda tem sua importância reduzida, pois a melhor propaganda, nessa área de serviços, é a boca a boca. Mas esse não é o assunto hoje ...

O marketing, originalmente, é oriundo da economia, e alçou vôo próprio e independente da economia, quando se constatou que a base de conhecimento para uso do marketing precisava ser maior, mais abrangente, compreendendo, entre outras: sociologia, antropologia, estatística e psicologia.

Theodore Levitt, autor clássico da área, tem uma definição de marketing, muito utilizada e divulgada:

"Marketing é obter e manter clientes."

Essa definição, a nosso ver, é excelente como objetivo do marketing, mas não como definição do que é marketing.

O grande nome do marketing é, sem dúvida, Philip Kotler, que tem os livros de marketing mais lidos, adotados e traduzidos. Ele, em um dos seus últimos livros "Marketing para o século XXI", 1999, Editora Futura, reconheceu como o objetivo do marketing "o gerenciamento da demanda". É um conceito que merece nossa atenção e nosso sereno posicionamento, após, necessariamente, algum tempo de reflexão.

Philip Kotler tem algumas outras definições interessantes:

1. O marketing procura o equilíbrio entre a oferta e a demanda.
2. Marketing não é a arte de descobrir maneiras inteligentes de descartar-se do que foi produzido. Marketing é a arte de criar valor genuíno para os clientes. É a arte de ajudar os clientes a tornarem-se ainda melhores.
3. Marketing é a função empresarial que identifica necessidades e desejos insatisfeitos, define e mede sua magnitude e seu potencial de rentabilidade, especifica que mercados-alvo serão mais bem atendidos pela empresa, decide sobre produtos, serviços e programas adequados para servir a esses mercados selecionados e convoca a todos na organização para pensar no cliente e atender ao cliente."

Esta última definição está no livro mais recente de Philip Kotler, Marketing de A a Z, Editora Campus, 2003.

Como temos hoje o marketing pessoal, a colocação "empresarial" da última definição de Kotler, soa estranho. Mas esta é outra discussão que há na área, se marketing se constitui em uma área de estudos ou é apenas um conjunto, um apanhado de conceitos e conhecimentos de outras áreas.

Eu encaro o marketing como um conjunto de conhecimentos, oriundos de diversas áreas do conhecimento humano, que tenham aplicação para facilitar as trocas que se efetuam no mercado. Para mim marketing é mais a aplicação. metodologia, prática dos conhecimentos que favoreçam o estabelecimento de trocas proveitosas no mercado, enfim, é mais tecnologia do que ciência.

Muitos definem, operacionalmente, marketing, como um processo.

Marketing é "o processo de planejar e executar a concepção, estabelecimento de preços, promoção e distribuição de idéias, produtos e serviços a fim de criar trocas que satisfaçam metas individuais e organizacionais".

Esta é a definição da AMA - American Marketing Association.

Neste tipo de definição, mais operacional, o marketing é visto como um apanhado de conceitos de outras áreas. Mas alheio a isto, os estudiosos de marketing continuam avançando seus estudos com o intuito de dar sustentação ás necessidades do mercado e aos decorrentes lançamentos, subdividindo-se em vários grupos de estudo, a saber:

marketing pessoal,
marketing político,
marketing interno ou "endomarketing",
marketing de serviços,
marketing de massa,
marketing das nações,
marketing social,
marketing de relacionamento,
marketing de experiências,
marketing organizacional,
marketing de varejo,
marketing de guerrilha,
marketing viral,
benchmarking,
trade marketing.

Se alguém lembrar de mais algum o post está aberto para informações.

E, com certeza, podemos ser interrompidos por alguém que cite, apropriadamente, outro "tipo" de marketing.

Para mim, restam somente duas frases, uma definição e um objetivo, simples e diretas:

Marketing é o estudo das trocas que se realizam no mercado.
O objetivo do marketing é obter e manter clientes.

Fonte: Carlos Alberto de Faria é sócio diretor da Merkatus

Nos próximos POST, vamos falar mais de marketing.